Capítulo 4 do Livro Unicracia o desafio do século XXI (2001-2100). Aspectos econômicos da Unicracia.
PELEGRINI, Chester Martins. Unicracia
- O desafio do século XXI (2001–2100) Governo Único Mundial – Estado
federalista mundial: uma utopia, projeto político, novo recomeço ou destruição
total? Santos,
SP. Amazon (KDP). 2018. Pag. 160 a 197. CAPÍTULO
4: ASPECTOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS DE UM POSSÍVEL GOVERNO ÚNICO
MUNDIAL. Parte integrante do Livro Unicracia: Disponível em: https://www.amazon.com.br/Unicracia-2001-2100-Federalismo-Pol%C3%ADtico-Destrui%C3%A7%C3%A3o-ebook/dp/B07D853GKB
CAPÍTULO 4: ASPECTOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS DE UM POSSÍVEL
GOVERNO ÚNICO MUNDIAL
Fig. 25. Representação simbólica da Economia Global[1]
4.1 DEFENSORES (LIBERAIS) E CONTRÁRIOS (ANARQUISTAS) AO ESTADO GLOBAL NA
ECONOMIA
Fig. 26. FRIEDRICH A. HAYEK, Prêmio Nobel de Economia de 1974.
Segundo a pesquisa de campo
realizada para este trabalho, os entrevistados ao responder sobre os possíveis benefícos de uma Unicracia Mundial Unificada
a maior parte dos entrevistados contando com 25% respondeu que a diminuição das
crises econômicas seria o maior benefício de um Estado Federalista Global.
Na Economia, alguns grandes
pensadores tais como FRIEDRICH A. HAYEK, prêmio Nobel de Economia de 1974
chegou a declarar ser favorável a um Governo Mundial: “Um Estado global é necessário para impedir pessoas de fazerem mal
umas às outras.”[2]
Em seu livro: “Road to Serfdom”, 1944. (Em português: O
caminho para a Servidão) um de seus mais famosos livros na defesa do
liberalismo clássico, reforça a necessidade de existência de um Estado Global:
O necessário é uma autoridade
política internacional que, sem direcionar o que as pessoas devem
fazer, seja capaz de impedi-las de
fazer mal umas às outras. O
poder que deve ter uma autoridade internacional é aquele mínimo sem o qual é
impossível preservar relações pacíficas, i.e. essencialmente o poder de um
Estado laissez faire ultra-liberal.[3]
Portanto, o Estado Global,
expressão utilizada pelo grande economista seria importante para que as pessoas
não fizessem mal uma as outras e fosse capaz de preservar relações pacíficas
entre as nações.
Em sua visão logicamente um
Estado Global deveria ter a mínima intervenção da Economia possível e deixar
que o mercado resolvesse as mais importantes questões econômicas, como defende
a própria doutrina liberal no campo econômico.
Os libertários, contudo, os
liberais extremistas, ou mais conhecidos na atualidade como anarcocapitalistas
tem se posicionado ideologicamente contra um Estado Mundial.
HANS-HERMANN HOPP, (conhecido
no meio como HHH) um filósofo e economista alemão-americano da Escola austríaca
de tradição anarcocapitalista que foi professor de economia na Universidade de Nevada, em Las Vegas, em entrevista reproduzida pelo site anarcocapitalista ROTHBARD sobre o Governo Mundial comenta
que um Estado Mundial seria a maior ameaça à liberdade humana:
Além disso, uma vez que se reconhece que
estados (e impostos) são necessários para prover a paz e a segurança interna
(nacional) também deve se aceitar que
só um governo mundial é capaz de produzir a paz e a segurança total
(internacional). E ainda um estado mundial seria a maior ameaça à liberdade
humana, porque já não existiria opção de saída. Ou seja, as pessoas já
não poderiam escolher onde morar tendo em conta o seu governo, porque onde quer
que fossem, a mesma estrutura de impostos e regulações seriam aplicáveis.[4]
Perguntado pelo entrevistador
se a globalização política tendia para o surgimento de um Governo Mundial e
como os libertários deveriam se posicionar, se opondo a ele, HOPP discorre
comparando a estrutura anárquica da Europa que possibilitou segundo sua visão o
surgimento do capitalismo:
A competição interestatal tem conduzido, de fato,
para a formação de um governo mundial. No entanto, este
fenômeno é reversível. As pessoas devem lembrar que foi precisamente a estrutura quase anárquica da Europa
em relação à China, por exemplo, que
possibilitou o surgimento do capitalismo, isto é, o chamado milagre econômico
europeu: pequenos estados, em concorrência direta com os outros, eles
têm de ser moderados com sua própria população para manter seus cidadãos mais
produtivos.[5]
Para HOPP a tendência é a
centralização política e a posterior criação de um Governo Mundial, mas que os
libertários deveriam se opor com a criação de diferentes distritos, regiões e
cantões tais como Mônaco, Andorra, San Marino, Liechtenstein, Hong Kong e
Singapura:
Para inverter a tendência da centralização e, finalmente, a criação de
um governo mundial, é essencial que uma visão alternativa seja promovida e
popularizada na opinião pública. Precisamos promover a ideia de secessão. Ou
mais especificamente, temos que
promover a ideia de um mundo composto de dezenas de milhares de diferentes
distritos, regiões e cantões, e centenas de milhares de cidades livres
independentes, tais como as singularidades atuais de Mônaco, Andorra, San Marino,
Liechtenstein, Hong Kong e Singapura. Isso resultaria em um grande
aumento de oportunidades para a migração por motivos econômicos, e o mundo
seria formado por pequenos governos liberais economicamente integrados através
do livre comércio e uma comodity internacional como o ouro.[6]
Os anarquistas em geral,
anarcocapitalistas e libertários em geral são em sua maioria contrários a
qualquer forma de Estado e é de se supor que fossem contra o Estado Mundial
também.
HAIECK, contudo era a favor
de um Estado Global desde que ele fosse mínimo e intervisse o menos possível na
vida dos cidadãos globais.
A crença no liberalismo e em
decorrência no livre mercado não só como um indutor da economia, mas também até
como uma espécie e cooperação dos povos que levaria a paz é difundida também
por MILTON FRIEDMAN, ganhador do prêmio Nobel de Economia em 1976 e com
pesquisas feitas entre economistas foi eleito como o segundo economista mais
influente do Século XX.
Fig. 27. MILTON
FRIEDMAN eleito segundo economista mais influente do Século XX.[7]
Em um exemplo para uma série
de TV sobre economia e liberalismo dos anos 1980[8] FRIEDMAN
citando o exemplo do lápis, antes
criado por ADAM SMITH, exemplo esse que ficou famoso por mostrar a cooperação
de pessoas de diferentes povos, religiões, ideologias, mas que se unem sem que
haja alguém controlando o processo graças aos sistemas de preços do livre
mercado:
Literalmente milhares de pessoas cooperaram para fazer este lápis (mostrando um lápis), pessoas que não
falam a mesma língua; que praticam religiões diferentes, que poderiam se odiar
umas as outras caso se encontrassem. [...] O que as reuniu e o que as levou a
cooperar para produzir este lápis? Não
houve um comissário emitindo ordens de um escritório central. Foi a mágica do
sistema de preços, a operação impessoal dos preços, que os reuniu e os fez
cooperar para produzir este lápis.[9]
MILTON FRIEDMAN ainda citando
o mesmo exemplo do lápis, conclui com
ares até religiosos, no sentido de que o liberalismo econômico teria inclusive
externalidades positivas muito além da economia, promovendo até a paz mundial:
É por isso que o
funcionamento do mercado livre é tão essencial, não apenas para promover eficiência produtiva, mas ainda mais, para promover
harmonia e paz entre os povos do mundo.[10]
Essa linha de pensamento de
FRIEDMAN está alinhada com os demais liberais clássicos no sentido de que o
liberalismo econômico também teria como resultado a paz e harmonia entre os
povos, ligando também aos ideais kantianos,
ou seja, quanto mais comércio liberal entre as nações, mais laços entre elas
surgiriam o que inibiria e protegeria o mundo de conflitos bélicos.
Desta forma grandes
pensadores econômicos também são a favor de um Estado Global, desde que ele
seja mínimo e interfira o mínimo possível no livre mercado, enquanto
anarquistas, anarcocapitalistas e libertários seriam em tese contrários a
qualquer tipo de Estado, ainda mais um a nível mundial.
Os anarquistas em geral
seriam, portanto, a maior ameaça para a concretização de estabilização política
e unificação da humanidade e impediriam a evolução para uma era pós-anarquia
nas Relações Internacionais ou era pós-tribal da humanidade.
Os benefícios econômicos de
um Governo Único Mundial seria a padronização do comércio internacional, a
criação de uma possível moeda única mundial, que veremos a seguir.
Um dos efeitos prováveis de um Governo Único
Mundial poderia ser o aumento do comércio internacional, a diminuição das
incertezas relativas às guerras atuais da era anárquica, e também a diminuição
da pobreza e desigualdades mundiais, caso um Estado Global implementasse regras
mínimas para o capitalismo agir criando riquezas e por outro lado um Estado
possível de Bem-Estar social (Welfare-State) que poderia distribuí-las nas
diversas regiões do globo melhorando o padrão de vida nas regiões mais pobres
do planeta.
Na pesquisa de campo que
estará disponível no final deste trabalho, a população perguntada sobre qual
ideologia um possível Estado Mundial deveria ter a maioria respondeu que
deveria ser um estado de Bem-Estar social (Welfare-State), social democrata.
Para a maioria dos
entrevistados 36,2% um possível Governo Mundial deveria ser social democrata de
centro-esquerda. Esse resultado foi surpreendente até porque a maioria dos
entrevistados disse que sua posição política principal seria a de
centro-direita com 26% do total, seguidos por centro-esquerda com 24%,
independentes com 17,7% e centro com 14,6%.
A seguir iremos apresentar
algumas destas possíveis ideias que poderiam ser implementadas na Economia por
um Estado Mundial: uma renda básica universal, uma moeda única mundial, um
imposto mundial entre outras.
4.2. RENDA BÁSICA UNIVERSAL
Fig. 28 Representação simbólica da Renda Básica Universal[11]
Um dos benefícios de Bem
Estar-Social (Welfare-state) que
poderiam ser criados para diminuir ou até mesmo exterminar a extrema pobreza
mundial seria a criação de uma Renda Básica Universal (no Brasil “Renda Mínima”
e em inglês “Basic Income”)
proveniente dos impostos e taxas dos países que participassem voluntariamente
do Estado Global.
No Brasil o ex-senador de
esquerda; EDUARDO SUPLICY é um dos seus maiores entusiastas do qual chama Renda
Básica de Cidadania (RBC).
Devido a atual “Revolução da
Informação do Século XXI” pelo qual o mundo está passando que alguns já chamam
de 4ª (quarta) Revolução Industrial, a revolução da digitalização e robotização
é esperado que um desemprego muito alto atinja a maior parte da população
mundial, já que nessa revolução, a própria inteligência do homem seria superada
pela inteligência artificial.
O historiador holandês RUTGER
BREGMAN, autor do livro: “Utopia para realistas” defende a criação de uma Renda
Básica Universal seria uma das maiores conquistas do capitalismo.
Em entrevista para a edição
eletrônica brasileira do jornal EL PAÍS
perguntado sobre como seria essa Renda Básica ele responde:
Como eu disse, ela
substituiria alguns elementos da sociedade de bem-estar. Mas a renda básica é
um investimento. Há várias demonstrações científicas provando que a pobreza é
algo que sai muito caro: gera mais
delinquência, resultados acadêmicos piores, doenças mentais... Seria muito mais
econômico erradicar a pobreza do que combater os sintomas que ela causa.[12]
Há mundialmente uma rede de
intelectuais e acadêmicos que se interessam em promover essa ideia em escala
mundial chamada BIEN (Basic Income Earth
Network):
A Basic
Income Earth Network (BIEN), em português Rede Mundial da Renda
Básica, é um grupo organizado por ativistas e acadêmicos
interessados na universalidade da renda básica de cidadania, um
rendimento que garanta condições mínimas de subsistência não atrelado à
remuneração de um trabalho[1]. A
rede realiza encontros a cada dois anos para a troca de informações sobre o
tema, através da divulgação de estudos.[13]
Um Estado Mundial que
arrecadasse taxas e impostos mundiais dos países que fizessem parte da
“República Mundial Federalista” com conotação socialdemocrata poderia muito bem
fornecer uma Renda Básica de Cidadania a todos os cidadãos mundiais ou ao menos
aos países que fizessem parte desta Federação Mundial da Unicracia (Um só
Governo Global).
Vários bilionários da
indústria da tecnologia também apoiam a ideia de uma renda básica de cidadania,
só que oferecidos pelos Estados nacionais ainda sob a anarquia internacional
contemporânea.
Em um discurso na
Universidade de HARVARD, MARK ZUCKEBERG, proprietário da maior rede social
eletrônica da atualidade com bilhões de usuários ativos, chamada de Facebook,
defende a ideia. ZUCKEBERG disse na palestra de HARVARD:
E defendeu como
caminho uma alternativa ainda polêmica, mas que vem ganhando espaço no mundo: a de que os Estados garantam uma renda
mínima a seus cidadãos, independentemente de classe socioeconômica, para que
eles deem conta de despesas básicas como alimentação, moradia e saúde.[14]
Outros bilionários da
tecnologia do Vale do Silício[15] também apoiam a ideia o também famoso
inventor e bilionário da tecnologia ELON MUSK, fundador da empresa TESLA entre
outras várias empresas, considerados por alguns o verdadeiro HOMEM DE FERRO da
atualidade:[16]
Elon Musk, fundador da Tesla, a montadora de carros elétricos que
recentemente ultrapassou a Ford em valor de mercado, declarou em fevereiro que
o modelo é possivelmente a melhor solução para lidar com a crescente abundância
de bens e a escassez de empregos geradas pelas novas tecnologias.[17]
Entre os defensores há também
ALBERT WENGER, que escreveu o livro chamado “Word After Capital” (Mundo
pós-capital) e também SAM ALTMAN, investidores em capital de risco:
Albert Wenger, sócio
da Union Square Ventures, empresa de capital de risco com aplicações em
companhias como Duolingo, SoundCloud e Kickstarter, escreveu um livro em que
defende a ideia, chamado World After
Capital (“Mundo pós-capital”), em uma tradução livre). E Sam Altman,
presidente da Y Combinator, investidora de estrelas da nova economia como
Airbnb, Reddit e Dropbox, não só é favorável ao modelo como está bancando, por meio da companhia que dirige, um experimento
do tipo em Oakland, na Califórnia – o projeto começou este ano distribuindo
entre US$ 1 mil e US$ 2 mil mensais a cem participantes, e deve crescer para
mil participantes nos próximos meses.[18]
Vários pensadores tanto da
esquerda quanto a direita já defenderam a ideia de renda básica de cidadania em
várias épocas, por diversos pensadores famosos como o matemático e ativista
político ANTOINE CARITAT, marquês de Condorcet, o político britânico TOHOMAS
PAINE, um dos signatários da independência dos Estados Unidos e o pensador JOHN
STUART MILL (citado na epígrafe desta pesquisa):
O tema é antigo e tem
atraído pensadores à direita e à esquerda do espectro político. Formas de renda
básica universal são discutidas ao menos desde a Antiguidade. Entre seus defensores ao longo da
história estão nomes como o do matemático e ativista político Antoine Caritat,
marquês de Condorcet; o político britânico Thomas Paine, um dos signatários da
independência dos Estados Unidos; e o pensador John Stuart Mill, autor de
Princípios da Economia Política.[19]
Na atualidade recente a ideia
foi defendida pelos economistas liberais MILTON FRIEDMAN e PAUL KRUGMAN:
Em décadas recentes, a ideia atraiu a atenção de economistas
liberais como Milton Friedman e Paul Krugman. E por muito pouco não foi
implantada pelo governo americano, na década de 70, sob o governo Nixon – com o
escândalo de Watergate e a renúncia do presidente, o projeto acabou enterrado. Para muitos liberais, o modelo é
atraente por abrir a possibilidade de simplificação dos sistemas de seguridade
social e eliminar a burocracia relacionada a eles. Para a esquerda, é uma forma
de reduzir desigualdades sociais geradas pelo capitalismo. [20]
Portanto caso existisse uma
Unicracia, este Estado Global poderia oferecer uma Renda Básica Universal de
cidadania para todos os cidadãos globais como forma de erradicar a pobreza
extrema, e melhorar o padrão de vida das pessoas em todo o mundo.
A seguir veremos outra
iniciativa que um World State poderia
adotar para melhorar e estabilizar a Economia Mundial, a criação de uma Moeda
Única Mundial e posteriormente à implantação de um Imposto Único Global.
4.3. MOEDA ÚNICA MUNDIAL COMO
PERCUSSORA DO “GUM”
Fig. 29. Modelo de moeda
única mundial com o lema:“Unity in Diversity” (Unidade na Diversidade).[21]
A criação de uma moeda única
mundial, não é necessariamente uma ideia nova. Foi proposta na década de 1940
por nada menos que JOHN MAYNARD KEYNES um dos maiores economistas já existentes
até a atualidade.[22]
O nome da moeda seria Bancor, seria uma espécie de moeda
supranacional que a Inglaterra tentou colocar em prática após a segunda guerra
mundial.
Desde a eclosão da crise
internacional de 2008 a mais grave desde 1929, a ideia de KEYNES foi revivida:
Desde a eclosão da
crise financeira em 2008 a proposta de Keynes foi revivida: Em um discurso
proferido em Março de 2009 intitulada Reforma do Sistema Monetário
Internacional, Zhou Xiaochuan, o governador do Banco Popular da China chamada
abordagem bancor de Keynes "clarividente" e propôs a adoção do Fundo
Monetário Internacional (FMI), direitos de saque especiais (DSE) como moeda de
reserva global como resposta à crise financeira de 2007-2010. Ele argumentou que a moeda nacional era
inadequada como moeda de reserva global, devido ao dilema Triffin -. a
dificuldade enfrentada pelos emissores de moedas de reserva na tentativa de
alcançar, simultaneamente, seus objetivos de política monetária nacional e
atender a demanda de outros países para moeda de reserva.[23]
Segundo XIAOCHUAN do Banco
Popular da China as moedas nacionais são inadequadas como moeda de reservas
globais devido ao chamado dilema de Triffin.[24]
Em um relatório a ONU em 2009
propôs uma só moeda global (only global
currency)[25]
através de um estudo envolvendo vários especialistas em economia de várias
partes do mundo, entre eles representando o Brasil estava o renomado economista
RUBENS RICUPERO.
Além dessa moeda de reserva
artificial internacional, o relatório sugere a criação de um Banco Central
Global, uma espécie de versão reformada do FMI (Fundo Monetário Internacional).[26]
O relatório ainda discorre
como seria implementada essa moeda única mundial:
Há uma possibilidade
de que os países concordem em trocar suas moedas atuais por uma nova. “Esta moeda global única teria como lastro
uma cesta de divisas de todos os membros”, explica o relatório da
entidade. A nova moeda auxiliaria a
ajustar os desequilíbrios nos balanços de pagamento dos países, embora eles
continuassem emitindo suas próprias divisas.[27]
Assim, essa nova moeda única
mundial não substituiria por completo as moedas nacionais. Seria concorrente a
elas e composto por um índice composto por uma cesta delas. Seria semelhante a
um índice como os índices da bolsa que são compostos por uma cesta de ações
diferentes para determinar sua oscilação.
Em seguida veremos a criação
da Taxa Tobin, que foi idealizada para ser aplicada mundialmente e um Imposto
Único Mundial que poderia ser uma das fontes de recursos financeiros para o
Estado Global Unificado.
4.4 Taxa Tobin e Imposto Único Mundial
Fig. 30. JAMES TOBIN. Prêmio
Nobel de Economia 1981. Idealizou a famosa TAXA TOBIN como forma de diminuir as
desigualdades mundiais frutos da mundialização (globalização) econômica.[28]
A ideia de imposto mundial
único foi proposta pelo G20, grupo das 20 maiores economias mundiais em 2009,
mas pelo visto não foi aceita amplamente por todos:
Depois de muito
relutar, e apesar de dividido, o G-20, o grupo das 20 economias mais ricas do
mundo, anunciou a proposta de se
criar um imposto mundial sobre o setor financeiro. O anúncio consta no
comunicado final da reunião de ministros do G-20, encerrada ontem em Saint
Andrews, na Escócia. Mesmo estando em apenas uma linha, a taxação provocou
alvoroço, pois poucos acreditavam na possibilidade de tal assunto vingar. Pelo
que foi anunciado, as maiores economias do mundo querem que o futuro tributo alimente um fundo de
seguro contra crises sistêmicas ou de reduzir déficits públicos causados pelo
socorro a bancos.[29]
Recentemente o economista
francês THOMAS PIKETTY autor de “Capital no Século XXI”, um dos livros recentes
de economia que mais causou impacto na comunidade acadêmica econômica mundial,
além de ter uma ampla repercussão também fora da área restrita aos economistas.
PIKETTY sugeriu também a
criação de um imposto global sobre a riqueza como forma de combater a crítica
desigualdade mundial atual:
Desde que o livro-sensação de Thomas Piketty, "Capital no Século
XXI", começou a chamar atenção, poucos questionam a qualidade da sua
pesquisa histórica ou seu diagnóstico básico de que a desigualdade está
aumentando. Sobram críticas, no entanto, para como Piketty explica o fenômeno
e, principalmente, para suas recomendações de possíveis remédios. O principal deles, um imposto global
sobre riqueza, foi abordado no evento que o autor francês participou hoje
na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São
Paulo (FEA-USP).”[30]
PIKETTY entende que:
“[...] Essa discordância teórica implica em grandes divergências práticas
sobre o que fazer. Como PIKETTY considera
a tendência à concentração de renda inerente ao processo de acumulação do
capitalismo, propõe apenas soluções redistributivas, principalmente aumento das
alíquotas progressivas de imposto de renda para até 80% e um imposto mundial
sobre o capital/riqueza.”[31]
As soluções apontadas pelo
renomado economista francês para a redução da desigualdade de riqueza mundial
em seu livro necessitariam de um suporte de um Governo Mundial Único.
Os países separadamente não
teriam soberania suficiente para implementar um imposto mundial. Embora a ideia
de PIKETTY seja aparentemente boa, ela não teria meios institucionais para ser
implementada no mundo anárquico atual.
PIKETTY não diz de forma
direta ser favorável a um Governo Único Mundial, mas dá pistas neste sentido em
seu livro em dois trechos onde cita “uma só comunidade democrática global”.
Ao comentar sobre a questão
da redistribuição da renda do petróleo e um imposto mundial sobre o capital ele
diz:
Se o mundo formasse uma só comunidade democrática global,
o imposto ideal sobre o capital redistribuiria os lucros da renda do petróleo.[32]
Acreditamos que um Governo
Único Mundial que fosse ético e justo, e que instituísse adequadamente um
imposto mundial único, ajudaria a reduzir as desigualdades globais, tanto entre
os países quanto entre os próprios cidadãos dos mesmos.
A ideia de um seguro mundial
contra crises também é uma boa ideia de suporte ao Governo Mundial Único.
Poderia ser cobrado um imposto mundial com objetivo de fazer uma grande reserva
mundial de capital, que poderia ser utilizada para gerar a estabilidade
econômica mundial.
Essa reserva mundial de
capital poderia ser utilizada para combater as crises de confiança na economia.
A ideia de uma taxa ou
imposto mundial para diminuir as desigualdades é creditada ao premio Nobel de
Economia de 1981, JAMES TOBIN.
Vendo o aumento das desigualdades
mundiais resultados da mundialização do capital (atual Globalização) TOBIN,
idealizou uma taxa que seria cobrada de todas as especulações no mercado
financeiro mundial.
O Imposto Tobin é um tributo proposto pelo economista americano James
Tobin, da Universidade de Yale, laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 1981. Esse tributo
incidiria sobre as movimentações financeiras internacionais de caráter
especulativo. A proposta do Imposto Tobin inspirou a criação da ATTAC, em 1997,
por Ignacio Ramonet, diretor do jornal francês Le Monde Diplomatique.
Tecnicamente, nos termos da legislação tributária do Brasil, o "Imposto Tobin" incidiria
sobre o valor das transações financeiras de curto prazo, deveria variar entre
0.1% e 0.25%. Embora a alíquota proposta fosse baixa, Tobin acreditava que
pudesse limitar a especulação financeira internacional.[33]
Embora a Taxa Tobin não tenha
vingado na prática, um imposto mundial seria muito importante para diminuir as
desigualdades mundiais.
Seria uma passo muito importante
para a implementação gradual de um World
State, pois assim como os Estados nacionais atuais configurados pelo ciclo
da Anarquia nas Relações Internacionais desde os tempos remoto cobram tributos.
Todo Estado precisa de uma fonte de recursos e
os tributos em geral é a melhor forma de garantir estes recursos na atualidade.
Caso fosse posto em prática a
ideia de se fazer uma reforma na ONU (possível embrião de um futuro Estado
Mundial), com certeza a ideia de implementação de algum tipo de tributo, taxa
ou imposto mundial teria que ser discutida pelo poder legislativo mundial
(propostas mais a frente da obra) ou na própria ONU.
Com a criação de um Imposto
Único Mundial, outra ideia interessante seria a criação de um Fundo ou Reserva
Internacional contra crises econômicas de socorro aos bancos ou países em
dificuldades.
Este fundo também poderia ser
utilizado em agências do Estado Mundial, semelhante às agências existentes
atualmente da ONU em diversas áreas temáticas, para ajudar em outras
catástrofes como desastres ambientais entre outros.
A seguir veremos outros
benefícios além do econômico em criar um Estado Global Unificado.
4.5 Benefícios sociais, ambientais entre outros de um GUM
Mais a frente da obra,
próximo ao final faremos um balanço hipotético sobre os possíveis pontos
positivos e negativos da possível existência de um Governo Único Mundial. Neste
item abordaremos outros possíveis benefícios além dos econômicos, como os
sociais, ambientais entre outros.
Para base desse item desta
pesquisa utilizaremos como base o excelente artigo de FRANCISCO CESAR PINHEIRO
RODRIGUES, desembargador aposentado e escritor. O artigo chama-se:
“INEVITABILIDADE E NECESSIDADE DE UM GOVERNO MUNDIAL”.
No artigo RODRIGUES, lista
vários temas importantes que seriam impactados em caso de estabelecimento de um
Governo Único Mundial (GUM), relacionaremos os temas e posteriormente fazer
breves comentários:
1.
Desemprego e Direitos Trabalhistas unificados;
2.
Superpopulação;
3.
Questão ambiental;
4.
Crime organizado e movimentação financeira
internacional;
5.
Guerras comerciais entre as nações;
6.
Guerras preventivas;
7.
O fardo armamentista;
8.
Dificuldades para a formação de um governo
mundial;
9.
Religião e terrorismo.
Em relação ao desemprego, RODRIGUES
entende que com um Governo Mundial estabelecido, o desemprego poderia diminuir
no mundo e as regras dos direitos trabalhistas poderiam ser unificadas
mundialmente:
[...] Pergunta-se: por que, com um governo mundial, as
coisas funcionariam melhor, no item desemprego? Porque a redução da carga semanal de trabalho — inevitável, a longo
prazo — seria imposta de forma geral, algo que só um governo mundial teria
condições de fazer. Não adiantaria aos executivos das multinacionais
moverem as fábricas de um país para outro, porque não haveria para onde correr,
todos eles teriam a mesma restrição básica. E poderia haver um salário-mínimo mundial, desestimulador da “dança”
das multinacionais. Nos países subdesenvolvidos, onde o desemprego tem
consequências ainda mais graves — por estimular a difusa criminalidade de rua —
carga horária menor também permitiria um maior número de contratações. É preciso insistir que o grande e
involuntário “vilão” da humanidade — que em um governo mundial se converteria
em “amigo” —, no item emprego.[34]
RODRIGUES
entende que um Governo Mundial poderia criar um padrão mínimo de direitos
trabalhistas, como uma jornada semanal unificada ou até mesmo a criação de um
salário-mínimo mundial.
A
ideia de o autor escrever esta pesquisa veio justamente deste item
coincidentemente também citado por RODRIGUES, a questão da unificação dos
direitos trabalhistas em que o autor defende a mesma ideia em sua outra obra
chamada “Capitalismo Trabalhista”.
Um
segundo tema importante que um Governo Mundial poderia colaborar é a questão da
superpopulação mundial.
RODRIGUES
acredita que devido alguns dos recursos naturais do planeta ser finitos, existe
certo consenso científico de que manter a atual taxa de crescimento
populacional seria prejudicial para o planeta:
Tratemos agora de um
outro problema, que será melhor solucionado se houver um governo mundial.
Trata-se da superpopulação. Há um
certo consenso científico de que não é conveniente, para o planeta, a
manutenção da atual taxa de crescimento, considerando que a área da Terra é
finita e o clima precisa das atuais florestas, fornecedoras de
oxigênio.[35]
Esse item é meio polêmico em
relação a um Governo Mundial, pois na cultura popular mais ligada a
conspirações, especificamente da Nova Ordem Mundial (New World Order, ou
N.W.O que veremos mais adiante) o
estabelecimento de um Governo Mundial seria uma forma de justamente controlar o
crescimento populacional, ao estilo malthusiano.
Alguns vídeos do Youtube
sugerem inclusive, por exemplo, que eugenistas secretos teriam como objetivo
espalhar doenças feitas em laboratório para diminuir e controlar o crescimento
populacional e muitos colocam em dúvidas a confiabilidade das vacinas distribuídas
pelos governos.
Há uma polêmica também com este tema que
foi encontrada na presente pesquisa e
segundo teóricos das conspirações seria uma fonte de especulações: as Pedras
Guia da Geórgia (Georgia Guidestones)[36].
É um monumento que fica nos
Estados Unidos da América que contém alguns preceitos que alguns atribuem a
essas possíveis sociedades secretas, entre um dos preceitos estaria escrito no
mármore (traduzido para o português) seria uma espécie de 10 mandamentos ou
ideias guias para a modernidade:
1. Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em perpétuo equilíbrio com
a natureza.
2. Orientar a reprodução sabiamente - aperfeiçoando as condições físicas
e a diversidade.
3. Unir a humanidade com um novo idioma vivo.
4. Controlar a paixão - fé - tradição - e todas as coisas com razão
moderada.
5. Proteger povos e nações com leis e tribunais justos.
6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo
disputas externas em um único tribunal mundial.
7. Evitar leis insignificantes e funcionários públicos desnecessários.
8. Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais.
9. Valorizar verdade - beleza - amor – procurando harmonia com o
infinito.
10. Não ser um câncer sobre a terra – Deixar espaço para a natureza –.[37]
A estrutura também
é chamada de "American Stonehenge" (Stonehenge Americana).
No item 6 (seis), por
exemplo, está a instituição por exemplo de uma espécie de Poder Judiciário
Mundial, chamado nas Pedras da Geórgia de “Único
Tribunal Mundial”.
Por isso é meio polêmico
falar em controle mundial, pois despertam nos defensores da conspiração da Nova Ordem Mundial medos relativos a
essas teorias.
Thomas Malthus para quem não
conhece foi um economista britânico que ficou famoso por seus estudos de crescimento
populacional. A sua tese principal era de que o crescimento populacional
levaria um dia à economia mundial ao colapso.
Apesar de sua teoria não ser
mais tão difundida, ainda existem alguns adeptos dela. Alguns mais radicais
acreditam que a população mundial deveria ser controlada pela força, com
esterilizações impostas pela Lei dos países em nome do bem-estar coletivo de
toda a humanidade.
É uma questão muito polêmica
que divide muito as opiniões.
RODRIGUES cita a China um
país que é uma ditadura e que impôs um controle populacional:
Como,
porém, induzir todos os países, se totalmente soberanos, a adotar medidas de
contenção à natalidade? A China
conseguiu isso, por ser uma ditadura e sentir na carne as conseqüências
imediatas de abrigar bem mais de um bilhão e trezentos milhões de habitantes.
Outros países, soberanos, influenciados ou praticamente dominados por dogmas
religiosos, dificilmente penalizarão, de uma forma ou outra, os casais que
tenham mais de dois filhos.[38]
Acreditamos
que uma Autoridade Pública Universal poderia auxiliar essa questão de um
crescimento populacional desordenado, mas como RODRIGUES adverte em seu artigo,
muitos países dominados por dogmas religiosos dificilmente aceitariam
imposições neste sentido, principalmente nas duas maiores religiões abraamicas
mundiais o cristianismo e islamismo que são a favor da valorização da vida e da
procriação como praticamente mandamentos e dogmas religiosos.
Caso
houvesse um Governo Mundial que escolhesse adotar uma política pública mundial
sobre o problema da superpopulação, acreditamos que um consenso seria muito
difícil de ser conseguido, caso o Governo Mundial adotasse como modelo político
o padrão democrático, mas que deveria ser discutido e enfrentado.
Se
formos ver pela ótica do planeta e dos recursos naturais, uma visão
extremamente racional uma superpopulação seria realmente maléfica para o
planeta e futuras gerações.
Só
que também algumas formas de controle populacional deveriam ser discutidas
democraticamente e não impostos a força ou secretamente, ou de maneiras
maquiavélicas.
No
ramo da ficção e entretenimento o filme lançado em 2018, Vingadores, Guerra Infinita da Marvel[39]
traz em sua trama esse assunto de controle populacional. No enredo do filme o
vilão Thanos tem objetivo de eliminar
metade da população do Universo, sob o argumento de que os recursos são finitos
e escassos e se há um “excesso de vida” a própria “vida” presente no Universo estaria
em risco de colapsar.
Não
é porque o excesso de pessoas é um problema que defender guerras, armas
biológicas secretas entre outras coisas do gênero sejam plausível em alguém em
sã consciência.
O
terceiro item positivo seria a questão ambiental. Nesta questão RODRIGUES cita
o caso dos Estados Unidos da América que se recusou a época de assinar um
grande acordo ambiental chamado Protocolo de Kyoto.
Historicamente
recente, em 2016, o presidente DONALD TRUMP, recém-eleito também disse que os
EUA não cumpririam o Acordo de Paris, outro grande patamar climático que a
maioria dos países chegou a um difícil consenso de proteção ambiental:
Como
obrigar todos os países — se mantida sua inviolável soberania — a cumprir um
determinado programa de controle ambiental? Os EUA, que emitem 36% do dióxido
de carbono, com uma população que representa apenas 4% da população do planeta,
recusou-se a assinar o Protocolo de Kyoto, atraindo, com razão, a ira dos
ambientalistas. Segundo
artigo de Pedro Jacobi (“Política ambiental norte-americana”), professor da
USP, no excelente livro que reúne ensaios de autores diversos — “Estados
Unidos: A Supremacia Contestada”, Editora Cortez —, “o argumento do governo
americano é que reduzir a emissão, como exige o Protocolo, levaria a uma queda
do PIB de 3% a 4,3% em 2010, sendo preferível que se “dê tempo à tecnologia e
às instituições para desenvolver estratégias de combate aos gases estufa que
possam, ao mesmo tempo, proteger a economia, e evitar o desemprego e recessão”[40].
Uma Comunidade Única Política Mundial que fosse democrática e
construísse um consenso sério ambiental com certeza protegeria melhor o mundo
dos excessos de consumismo de recursos naturais escassos.
Segundo HÖFFE tudo que é humano é ameaçado pela pleonexia, ou seja, uma
concupiscência descontrolada. A ganância do ser humano em sempre querer mais
recursos valiosos (tempo, dinheiro, bens, juventude, prestígio, etc...).[41]
Outro ponto apontado por RODRIGUES trata-se do crime organizado e movimentação financeira
internacional.
Muitos criminosos do colarinho branco[42] enviam somas consideráveis para paraísos
fiscais frutos de crimes como corrupção e tráfico de drogas fugindo das
justiças de seus países de origem.
Nos EUA, por exemplo, houve a descoberta que o
banco HSBC estaria envolvido em vários crimes de lavagem de dinheiro de cartéis
do narcotráfico mexicano e colombiano, além de movimentação de dinheiro para
organizações terroristas.
O banco foi multado em cerca de US$ 1,9 bilhão
de dólares e nenhum dos executivos foi preso após um acordo do banco com a
justiça americana. A série da Netflix[43] chamada Dirty
Money[44] no episódio quarto detalha o escândalo
envolvendo o banco.
Com um World State, RODRIGUES entende
que a vida destes criminosos seria dificultada em grande monta:
Quanto ao crime organizado,
principalmente aquele relacionado com o tráfico de entorpecentes, seu combate
tem sido estudado com extensão e competência por juristas de todo o mundo,
sendo dispensável repetir o que dizem os especialistas da matéria. Basta
lembrar que a unificação da repressão seria facilitada com um governo mundial.[45]
Outra área importante impactada pelo Governo
Mundial ainda pelo mesmo autor seria as guerras comerciais entre as nações.
Como atualmente os cidadãos dos países fazem lobby para seus governos subsidiar
alguns setores com protecionismo prejudicando outros países RODRIGUES cita um
exemplo hipotético entre agricultores franceses e brasileiros onde os mesmos
preferem prejudicar os outros países a pensar numa hipotética cidadania global:
Se o governo
francês, por exemplo, subsidia seus agricultores, com isso prejudicando
exportações de produtos agrícolas brasileiros, será extremamente difícil para o
cidadão francês — principalmente se for agricultor — aceitar o seu
empobrecimento, imposto pelo próprio governo francês, preocupado mais — a seu
ver indevidamente —, com a sorte de outro povo do que com o bem estar de seus
governados. E todo governo quer receber aprovação, primordialmente — nunca
esquecer isso — de seus governados, que lhe conferiram um “mandato”. Homens
públicos não se consideram “mandatários’ de uma genérica humanidade. Dirá o
homem médio francês que a agricultura, uma atividade essencialmente nobre, não
parasitária, “sempre deu prejuízo” — o que não está muito longe da verdade — e
que se o Brasil quiser proteger seus agricultores que faça o mesmo,
subsidiando-os.[46]
Os nacionalismos não operam só na área dos
sentimentos e paixões pessoais, eles se interconectam com áreas da política e
economia, onde os países tomam decisões pensando somente no interesse nacional
mesmo que prejudiquem o todo, já que os diplomatas representantes dos países
também guardam uma certa ligação psicológica com seus países de origem em
alguns casos.
Na moderna teoria econômica e social esse
conceito tem fundamento da teoria dos jogos e no conceito de “Tragédia dos
comuns”.
A tragédia dos comuns (ou "Tragédia dos
bens comuns"), é uma situação em que indivíduos agindo de forma
independente e racionalmente de acordo com seus próprios interesses se
comportam em contrariedade aos melhores interesses de uma comunidade, esgotando
algum recurso comum.A hipótese levantada pela "tragédia dos
comuns" declara que o livre acesso e a demanda irrestrita de um recurso
finito termina por condenar estruturalmente o recurso por conta de sua
superexploração. [47]
Um Governo Federalista Iluminista Mundial
impediria, por exemplo, esse conceito da tragédia dos comuns, que de certa
maneira está presente nas políticas protecionistas dos países, só que em vez de
acabar com um recurso como na teoria original eles impedem o livre comércio
internacional empobrecendo os consumidores que poderiam ter acesso a bens mais
baratos e enriquecendo os produtores numa transferência de renda e bem-estar.[48]
Os próprios países atuais armando-se até os
dentes poderiam levar a destruição do próprio mundo em um Apocalipse nuclear já
que a Anarquia leva a uma espiral de desconfiança, medo e corrida armamentista
aumentando o risco de guerras.
Em uma analogia de interpretações teológicas e
escatológicas bíblicas apocalípticas o quarto cavaleiro amarelo passaria pela
humanidade gerando uma Guerra Mundial que segundo as profecias cristãs
destruiria 1/3 da humanidade (Quarta Grande Guerra Mundial).[49]
Nesta hipótese o próprio mundo seria vítima de
uma tragédia dos comuns, podendo inclusive extinguir toda a vida do planeta
devido à ganância e a falta de senso comunitário global, como alertam as
escrituras das tradições religiosas abraamicas.
Outro tema levantado por RODRIGUES que estava
mais em voga no período em que o artigo foi escrito (2005) estava próximo da
Guerra do Iraque entre EUA e este país.
Na época a Doutrina
BUSH alegava a necessidade de guerras preventivas. Os EUA invadiram aquele
país com o fundamento de que eles teriam armas de destruição em massa
escondidas e isso justificou a invasão perante as Nações Unidas, mas que não
teve aval desta organização federalista mundial.
Mas no caso de um Governo Mundial RODRIGUES
cita argumentos interessantes em relação a guerras preventivas:
Em um governo mundial esse
problema desaparece. Sendo todo o planeta “área interna”, é obrigação da
polícia investigar tudo o que pareça suspeito, sem medo de ser considerado
agressivo e precipitado. Exemplificando, nada haveria de ilegal ou
politicamente censurável se no Brasil, por exemplo, o governo federal — tendo
notícia de que um determinado Estado da Federação se armava, perigosa e
secretamente, com a intenção de atacar estado vizinho, ou de se separar do
resto do país —, tomasse imediatas providências preventivas, mandando a polícia
federal, ou mesmo o exército, “invadir” — sem prévia autorização, claro, do
governo local — a área onde estariam fabricando as tais armas. Seria até
mesmo elogiável a prontidão preventiva da autoridade federal em sufocar, no
ovo, o movimento separatista, ou agressor. A presença da dúvida honesta, maior
ou menor, não inibiria o governo federal de fazer o que lhe parecia mais
sensato.[50]
Outro assunto muito importante também ligado a
guerras levantado brilhantemente por RODRIGUES é o fardo mundial armamentista.
Sem uma unificação política mundial, o
poderoso lobby[51] das indústrias de armamentos militares que
ficam criando intrigas e guerras para desovar os estoques de equipamentos
militares:
Sem um governo
mundial a indústria armamentista continuará cumprindo seu papel inevitável de
incentivador de desconfiança, morte e destruição. Cumpre lembrar, inicialmente,
que uma indústria privada de armamentos só não irá à falência se houver
constantes guerras ou provocações. Os estoques não podem ficar encalhados.
Atritos que podem ser habilmente estimulados por intrigas das indústrias de
armas. São aberrantes as cenas, no noticiário televisivo, de desnutridos
adolescentes africanos portando metralhadoras dispendiosas, quando se sabe que
as populações quase não têm o que comer. Dinheiro mal gasto. Centenas de
milhares de pessoas morrem em massacres étnicos internos nos países do terceiro
mundo. São nações pobres mas de subsolo rico em diamantes, ouro ou petróleo,
riqueza que melhor seria aproveitada em projetos pacíficos e não na compra de
armas. E a ONU não pode evitar tais massacres internos porque sua missão básica
é promover a paz entre países, não entre os habitantes de um mesmo país.[52]
A Anarquia atual do mundo não pode ser
comparada com eras anteriores como na época medieval que era muito mais
instável e pior ainda na Antiguidade.
Ocorre que devido ao montante gasto com
equipamentos militares e forças armadas dos países atuais, a segurança de um
significa literalmente a desgraça e ruína do outro, assim como era as relações
sociais na era medieval entre os castelos como citado anteriormente na
pesquisa.
Com os equipamentos modernos desde a Primeira
e Segunda Grandes Guerras Mundiais o extermínio das pessoas se deu numa escala
industrial. Esse risco “medieval” ainda existe atualmente de carnificina
desenfreada em nível Global enquanto a desgraça da Anarquia rondar a
humanidade.
Em seguida o já citado autor conclui seu
artigo comentando as dificuldades de implementação de um Governo Mundial.
Para os que são céticos em relação à ideia de
implementação deste governo RODRIGUES comenta que a ideia pode parecer ingênua
e até ilusória num primeiro momento e também um pouco megalomaníaca citando os
que já tentaram dominar o mundo pela força militar:
O tolerante leitor que nos
acompanhou até aqui [...] — certamente deve estar refletindo: todos os males do
mundo que esse cidadão descreveu até agora são verdadeiros, ou parcialmente
verdadeiros, e ao alcance de qualquer inteligência, mas há algo de ingênuo
na proposta de um governo mundial. Se a própria ONU, que subtrai fração mínima
da soberania dos países membros, tem dificuldade para cumprir plenamente seu
papel de manutenção da paz e promoção dos direitos humanos, imagine-se a
dificuldade que enfrentaria, por parte dos atuais governos, qualquer proposta
de criação de um “governo mundial” que cancelaria nada menos que a soberania
por inteiro, reduzindo a autonomia de cada país ao equivalente de uma unidade
de estado federativo. A própria verbalização do conceito “governo mundial”
provoca risos — ou calafrios — na humanidade, temerosa de uma ditadura sem
escapatória, que faz evocar velhas imagens, grosseiras, ou infantis, de
“domínio do mundo” pela força: Alexandre, o Grande; “Átila, o Flagelo de
Deus”; o Império Romano; Napoleão Bonaparte; o III Reich de Hitler; o Império
Japonês; pretensões de domínio mundial pelo comunismo e, finalmente, o
“Imperialismo Americano”, que muitos consideram uma espécie de “governo mundial
de fato”, em conseqüência de sua riqueza, organização e poderio militar. —
“Já vivemos um imperialismo mundial, conduzido pelos EUA! E este senhor quer
agravar ainda mais a dominação, dando a ela ares de legalidade?!” — bradarão
alguns, citando as inúmeras intervenções daquele país no Exterior, toda vez que
seus interesses foram seriamente contrariados.[53]
RODRIGUES cita os diversos projetos
megalomaníacos da humanidade: Alexandre “O Grande”, O Império Romano, Napoleão
Bonaparte, o III Reich de Hitler, o Império Japonês, as pretensões de domínio
mundial pelo comunismo e termina por concluir que os EUA (Estados Unidos da
América) já seriam na prática e um Governo Mundial atual de fato, pois se há um
país que interfere praticamente na política, militarismo e economia mundiais de
forma preponderante, esse país é os Estados Unidos da América.
Em sequência o autor realça que em sua opinião
um Governo Mundial deveria ser estabelecido pela via consensual e, portanto,
democrática, a mesma forma defendida pelo Vaticano e utilizada para construir a
aliança da União Europeia:
Automáticas associações de
ideias, porém, só pelo fato de serem automáticas devem ser encaradas com
reserva. Para começar, um governo mundial legítimo, hoje, só poderia ser
pensado em forma democrática, com adesão voluntária dos países — como acontece
com a União Européia —, ao contrário dos exemplos históricos citados linhas
atrás, calcados na gratuita megalomania e poder militar.[54]
Em relação à constituição de um hipotético
Governo Mundial o autor entende que a formação deveria ser semelhante à criação
das atuais federações (EUA, RFB (República Federativa do Brasil) União Europeia
entre outras) onde ao governo central caberiam as matérias de interesse de toda
federação enquanto os Estados ou províncias cuidariam dos interesses locais.
Veremos mais a frente na pesquisa o projeto de
HOFFE, que defende um federalismo munido do princípio da subsidiariedade, ou
seja, a República Mundial ou Estado Mundial só se incumbiria de assuntos nos
quais os Estados nacionais não conseguissem resolver sozinhos e mesmo assim
outros assuntos poderiam ficar fora do Estado Mundial dando como exemplo a
grande quantidade de leis privadas internacionais, organizações não
governamentais internacionais entre outras instituições.
Como não haveria em tese mais Guerras
Estatais, este Exército Único, ou em alguns casos Forças Policiais se
limitariam a intervir quando percebesse algum excesso em alguma região
planetária:
Terá de ser algo novo, embora
parcialmente utilizando, por analogia, a tradicional formação das federações,
em que cada estado, ou província, cuida dos interesses locais e da ordem
interna, cabendo ao governo central a defesa externa e as matérias que
interessam à federação por inteiro. Como,
com um governo mundial, não haveria mais necessidade de uma “defesa externa” —
[...] — esse exército único seria comparativamente pouco numeroso, pois se
limitaria a intervir aqui ou ali, quando percebesse algum “excesso
transbordante” por parte de suas “províncias” — os atuais estados soberanos.[55]
Em relação ainda as possíveis dificuldades em
implementar um Governo Mundial, o escritor citado entende que a disparidade de
desenvolvimento entre as diversas regiões do mundo não impedem que existam
federações, como a própria República Federativa do Brasil que conta com Estados
ricos, como o Estado de São Paulo e pobres como o Estado do Piauí e os mesmos
vivem sob a mesma federação:
Essa
disparidade não deve, porém, ser encarada como impossibilidade de convivência
sob um mesmo governo. Não há o menor problema, por exemplo, no
Brasil, com o fato de o Estado de São Paulo ser muito mais rico e populoso que
o Estado do Piauí, com isso exercendo mais influência e liderança na condução
política e econômica do país. Para o Piauí, é até vantajoso que um dos seus
“sócios políticos”, no caso São Paulo, seja rico, porque com isso receberá,
de alguma forma, parte dessa riqueza. Um homem pobre terá maior
possibilidade de ser auxiliado por um irmão rico do que por outro tão pobre
quanto ele. E não há perigo sério de um Estado invadir o vizinho, na mesma
federação. Da mesma forma, Califórnia e Nova Iorque não lamentam a associação
com Montana ou outro estado menos rico dos Estados Unidos. Essa diversidade de
riquezas não enseja guerras locais. A união faz a força e, como já salientado,
os estados da federação ficam desonerados das despesas com exércitos locais.
Em casos de cataclismo natural, ou outro desastre, contam com o auxílio de um
governo federal, mais solícito que a imprevisível e caprichosa caridade, que só
desperta quando os olhos dos abonados são magoados com a visão do sofrimento
extremo.[56]
Entre as dificuldades aos que são favoráveis
ao World State unificado RODRIGUES cita as religiões em geral. O autor
faz uma indagação se as religiões em geral deveriam ser reprimidas ou
incentivadas por uma futura Unicracia
Mundial?
Um
governo mundial deveria, na busca da máxima racionalidade, reprimir as
religiões? Não, mesmo porque seria um esforço inútil que só estimularia um
aumento da religiosidade, esse componente inegável do espírito humano. Einstein
— uma mente científica por excelência — acreditava em um Deus, embora achasse
que essa suprema inteligência não interferia nos negócios humanos.[57]
Sobre o lado bom da religião RODRIGUES cita
RUI BARBOSA e o papel positivo no combate a criminalidade e o no incentivo a
caridade que as religiões promovem quando voltadas para o bem:
Há, portanto, que de se
respeitar o lado positivo, benévolo, das religiões. Ruy Barbosa dizia que o
Código Penal cuida dos crimes públicos e a Religião, dos crimes privados — a
área secreta da consciência de cada um. Quantas ações criminosas deixaram de
ser praticadas porque o cidadão foi seguro, não pelo medo da polícia, mas pelo
medo de Deus? A Religião ainda integra, com outros nomes, uma espécie de
departamento de prevenção da criminalidade. Além disso, estimula a caridade.
Tais qualidades já bastam para desaconselhar qualquer ideia de sua restrição,
quando voltada para o bem.[58]
Shirin Ebaldi, Nobel da Paz,
em entrevista ao jornal “Estado”, edição de 13 de março, diz, com propriedade,
que “o que encoraja o terrorismo é a injustiça”. Remova-se a injustiça e o
terrorismo perderá quase toda a sua força. Passará a ser simples atividade de
crime organizado, usando chantagem para obter dinheiro mas nunca despedaçando
os próprios corpos porque trata-se, afinal, de “business”, não vamos exagerar.
É de se presumir que um governo mundial — mais livre de influência dos
interesses armamentistas — consiga terminar o velho conflito do Oriente Médio.[59]
Acreditamos que o fenômeno religioso é um
constante presente em grande parte da humanidade e continuará assim por tempo
indeterminado.
É uma busca pelo conhecimento de forma
instintiva, espiritual e subjetiva que também é válida em alguns casos.
A ciência é o lado objetivo do ser humano,
enquanto a espiritualidade seria o outro lado, onde o conhecimento é obtido
através da intuição, sentimentos, emoções e sensações. Em resumo de forma
imaterial ou espiritual.
É um conhecimento imaterial, que não pode ser
provado. Muitos são impacientes quanto a essa forma de conhecimento, pois
pensam que se não há provas, há grandes chances de ser algo falso.
Acreditamos que existe realmente muito
material duvidoso, mas também há muita coisa séria nas religiões.
É neste sentido que será abordado o próximo
capítulo referente à parte religiosa ou espiritual da humanidade e o que as
grandes religiões Abraamicas do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo falam sobre
o Governo Mundial em suas profecias e escatologia sob o prisma teológico e da
filosofia da religião.
As religiões principais são seguidas por
bilhões de fiéis em todo o mundo, influenciando muitos a agirem em favor do bem
e da própria salvação e também para a salvação do mundo, além de alertar a
humanidade sobre os perigos da destruição do impulso para o mal presente em nós
mesmos e em forças externas representadas pela Anarquia a “Era das Trevas” onde
o ciclo do medo e do mal se reforçam no mundo de tempos em tempos.
Em relação ao próximo capítulo que aborda o tema
do Governo Mundial em algumas das principais religiões mundiais o autor
gostaria de alertar que não tem a intenção de convencimento a nenhuma das
religiões expostas nem direta nem indiretamente.
Há leitores que são radicais e não aceitam nem
estudar outras religiões e nem tem interesse em saber o que elas têm a dizer.
Aos leitores ateus, céticos, agnósticos, ou
que acreditam apenas em sua própria religião e acreditam que as demais não são
verdadeiras fica a critério de o leitor ler ou não o capítulo a seguir.
Exponho minhas crenças em uma nota de rodapé
apenas com objetivo de ficar claro para o leitor no que o autor acredita, mas
reiteramos que o objetivo do capítulo a seguir tem apenas como objetivo expor a
informação ao leitor da forma mais objetiva possível e de nenhuma forma fazer
proselitismo[60] nem que o leitor pense ou acredite nas mesmas
coisas que o autor.
Como o assunto é sensível também gostaríamos
de ressaltar que colocamos a visão de uma das religiões Abraamicas, no caso o
Islamismo que atualmente é associada a muito dos atos terroristas que acontecem
em várias partes do mundo.
No caso do Islamismo acreditamos em algumas
profecias islâmicas, mas não corroboramos de forma alguma com atos extremistas
e terroristas islâmicos, nem direta nem indiretamente.
Para o leitor a visão islâmica tem por
objetivo servir apenas de fonte de informação para que o leitor tenha uma visão
mais ampla sobre o assunto.
Caso o leitor também acredite em algumas
profecias islâmicas, sendo ou não muçulmano, fica também a critério de cada
leitor ler ou não, ler e concordar ou ler e não concordar.
Repudiamos qualquer forma de fundamentalismo
baseado em religião, seja Judaico, Cristão ou Islâmico ou o que for.
[3]Liberalismo
Solidário. HAYEC defendia um Estado
Mundial. Disponível em: http://7uvw.xyz/libsol/hayek-defendia-um-estado-mundial/ Acesso em
23 mar. 2017. Citação original em
inglês: “The need is for an international
political authority which, without power to direct the different people what
they must do, must be able to restrain them from action which will damage
others. The powers which must devolve on an international authority are not the
new powers assumed by the states in recent times but that minimum of powers
without which it is impossible to preserve peaceful relationships, i.e.,
essentially the powers of the ultra-liberal “laissez faire” state.”
[4]
Instituto Rothbard. Liberdade. Propriedade. Paz. Hans-Hermann Hoppe sobre guerra, terrorismo
e governo mundial. Entrevista de 7 dez. 2002. Traduzido por Renato S. Grun.
22 jul. 2016. Disponível em: http://rothbardbrasil.com/hans-hermann-hoppe-sobre-guerra-terrorismo-e-governo-mundial/ Acesso em 27 mar. 2017.
[7] Disponível
em: https://assets.bwbx.io/images/users/iqjWHBFdfxIU/iK6zRBGCJrXM/v0/1200x1497.jpg Acesso em
17 out. 2017.
[9]
FRIEDMAN,
Milton. A história de um lápis. Youtube.
FightBadIdeas. Trecho do primeiro
episódio, 'The Power of the Market',
do excelente documentário de divulgação em Economia 'Free to Choose 1980'. Milton Friedman explica como mercados e
trocas voluntárias organizam as atividades e possibilitam às pessoas melhorarem
suas vidas. 13 jul. 2008. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jgK11FkBJ0U Acesso em
31 mar. 2017.
[11]
Disponível
em: http://www.politize.com.br/wp-content/uploads/2017/08/renda-basica-1.png Acesso em
17 out. 2017.
[12]
PELLICER,
Luís. El País. RUTGER BREGMAN. AUTOR DE 'UTOPIA PARA REALISTAS'. A renda básica universal seria a maior
conquista do capitalismo. Holandês propõe repartição gratuita de dinheiro e
jornada semanal de 15 horas contra desigualdade. 25 MAR 2017 - 17:29.
Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/23/economia/1490287072_800265.html Acesso em
26 mar. 2017.
[14]
SÔNEGO,
Dubens e CALDAS, Edson. Época Negócios. Bilionários
do setor de tecnologia embarcam no movimento da renda básica universal. 20
jul. 2017. Disponível em: http://epocanegocios.globo.com/Revista/noticia/2017/07/bilionarios-do-setor-de-tecnologia-embarcam-no-movimento-da-renda-basica-universal.html Acesso em
17 out. 2017.
[15]
Região
do Estado da Califórnia nos Estados Unidos da América, ultra especializada em
inovações tecnológicas e sede das maiores empresas de tecnologia do mundo atual
na década de 2.010-2020
[16]
Homem
de Ferro é um personagem de um bilionário que também é inventor da série
Vingadores da Marvel, que eram originalmente personagens dos quadrinhos que
foram adaptados para o cinema de enorme sucesso na atualidade. Homem de Ferro é
um personagem fictício dos quadrinhos publicados pela Marvel Comics. Sua
identidade verdadeira é a do empresário e bilionário Tony Stark, que usa
armaduras de alta tecnologia no combate ao crime. Origem: Terra. Namorada /
Namorado: Pepper Potts, Emma Frost, Rumiko Fujikawa, Bethany Cabe, Madame
Máscara. Criadores: Stan Lee, Jack Kirby, Larry Lieber, Don Heck Filmes: Os
Vingadores: The Avengers, MAIS Programas de TV: Os Vingadores: Os Super-Heróis
mais Poderosos da Terra. Foi interpretado no cinema pelo ator ROBERT DOWNEY JR.
Entre outros.
[24] Para Robert Triffin, o sistema de Bretton Woods continha uma falha
inerente e potencialmente fatal, seja, sua dependência em relação ao dólar que
deveria, conforme havia sido decidido em Bretton Woods, manter seu padrão ouro.
Ele argumentou que, uma vez que o volume de comércio aumentava com o tempo,
qualquer sistema de taxas fixas de câmbio necessitava de um aumento do dinheiro
internacionalmente aceito, com a finalidade de financiar o comércio e
investimentos crescentes. A produção futura de ouro, a um preço fixo, não
conseguiria suprir as necessidades existentes, de modo que a fonte de liquidez
internacional necessária para lubrificar o crescimento, dentro do sistema de
Bretton Woods, teria de ser o dólar. O único caminho para colocar esses dólares
nas mãos do restante do mundo era o déficit na balança de pagamentos norte-americana.
Assim é "que os criadores de Bretton Woods haviam feito, inadvertidamente,
fora improvisar um sistema monetário mundial dependente dos déficits
norte-americanos, os mesmos que todos consideravam desestabilizantes na década
de 1960. Se os déficits dos EUA continuassem, a confiança no dólar - e
posteriormente no sistema - seria minada, e o resultado seria instabilidade.
Porém se os déficits fossem eliminados, o restante do mundo ficaria privado dos
dólares que necessitava para construir suas reservas e financiar o crescimento
econômico. Para outros países, a questão tornou-se, depois, definitiva: deter
mais dólares em suas reservas ou trocá-los por mais ouro norte-americano. Este
último caminho, provavelmente mais cedo do que tarde, forçaria os Estados
Unidos a pararem de vender ouro, um dos alicerces do sistema. O caminho
anterior, deter uma quantidade crescente de dólares, minaria inexoravelmente a
confiança, uma vez que as demandas potenciais em relação aos estoques
americanos de ouro excediam em muito a quantia disponível para suprí-las. Ambos
os caminhos continham as sementes de sua própria desgraça na análise desta
lógica implacável. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilema_de_Triffin Acesso em 18 mar 2015.
[25] Nações Unidas. Report of the
Commission of Experts of the President of the United Nations General Assembly
on Reforms of the International Monetary 2009 Disponível em:
http://www.un.org/ga/econcrisissummit/docs/FinalReport_CoE.pdfand Financial
System Acesso em 18 mar. 2015.
[26] GospelPrime. Sinal do
Apocalipse? Organização das Nações Unidas propõe moeda global única Depois do
Papa, agora é a ONU que deseja substituir o euro e o dólar por nova moeda.
2011. Disponível em: http://noticias.gospelprime.com.br/sinal-do-apocalipse-organizacao-das-nacoes-unidas-propoe-moeda-global-unica/ Acesso em 18 mar. 2015.
[28] Disponível
em: https://pt.wikipedia.org/wiki/James_Tobin#/media/File:James_Tobin.png Acesso em
18 out. 2017.
[29] Correio Braziliense. G-20 quer
imposto mundial 2009. Grupos das 20 nações mais desenvolvidas propõe taxar o
sistema financeiro. Dinheiro irá para um fundo. Economia, p. 23. Disponível
em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/43855/noticia.htm?sequence=1 Acesso em 18 mar. 2015.
[30] CALEIRO, João Pedro. No Brasil,
Piketty rebate Bill Gates e propõe imposto global. Exame. 26 nov. 2014.
Disponível em: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/no-brasil-piketty-rebate-bill-gates-e-propoe-imposto-global Acesso em: 22 mar. 2015
[31] COSTA, Antonio Luiz M.C. Economia. Varoufakis vs. Piketty: um embate para prestar atenção. Carta
Capital. 11 fev. 2015. <Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/economia/varoufakis-vs-piketty-um-embate-para-prestar-atencao-7643.html> Acesso em: 22 mar. 2015.
[32] PIKETTY,
Thomas. O capital no século XXI.
Tradução Monica Baumgarten de Bolle. I. ed. – Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.
pag. 523.
[33]
Wikipédia. História. Taxa Tobin. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_Tobin acesso em
18 out. 2017.
[34] RODRIGUES,
Francisco César Pinheiro. Inevitabilidade
e necessidade de um governo mundial. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, VIII,
n. 21, maio 2005. Disponível em: <http://www.ambito‐juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=562>.
Acesso em dez 2016. Pag. 1.
[35] Ibidem RODRIGUES.
[36]
Fiquei em dúvida em colocar ou não na pesquisa,
pois este monumento estava muito ligado a conspirações da Nova Ordem Mundial.
Como quis fazer uma obra com informações mais objetivas possíveis e mais
acadêmica e menos conceitos duvidosos decidimos citar as Pedras da Geórgia
apenas como fonte de onde os adeptos das conspirações tiram suas
fundamentações.
[37]
Wikipédia. Georgia
Guidestones. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Georgia_Guidestones acesso em 17 jan. 2017. Nota
do autor: Em textos acadêmicos muitos evitam enciclopédias digitais de conteúdo
colaborativo por terem questões as vezes controversas e facilmente alterados ou
adulterados. Só citamos nesta obra essas enciclopédias como a Wikipédia em
assuntos que checamos em outras fontes anteriormente e em assuntos que não são
controversos ou já são de conhecimento amplamente difundidos.
[39]
Avengers:
Infinity War (no Brasil, Vingadores: Guerra Infinita; em Portugal, Vingadores:
Guerra do Infinito) é um filme de super-herói estadunidense de 2018, baseado na
equipe Os Vingadores, da Marvel Comics, produzido pela Marvel Studios e
distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures, sendo a sequência de Marvel's
The Avengers, de 2012, e Avengers: Age of Ultron, de 2015, e o décimo nono
filme do Universo Cinematográfico Marvel. Dirigido por Anthony e Joe Russo e escrito por Christopher Markus e
Stephen McFeely, é estrelado por Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark
Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Don Cheadle,
Tom Holland, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Anthony Mackie,
Sebastian Stan, Peter Dinklage, Danai Gurira, Dave Bautista, Zoe Saldana, Josh
Brolin e Chris Pratt. Em Avengers: Infinity War, os Vingadores unem
forças com os Guardiões da Galáxia para enfrentar Thanos, que está tentando
juntar as Joias do Infinito. Data de lançamento: 26 de abril de 2018 (Brasil)
Direção: Anthony Russo, Joe Russo. Música composta por: Alan Silvestri Séries
de filmes: Os Vingadores Roteiro: Stephen McFeely, Christopher Markus.
[41] HOFFE,
pag. 103.
[42] São os chamados “criminosos de luxo”, que geralmente roubam milhões
ou bilhões, geralmente ligados a política ou com conexões com os poderosos ao
redor do mundo.
[43]
Empresa
de disponibilização de conteúdo digital de entretenimento via streaming através
de assinaturas mensais. Uma espécie de locadora virtual de filmes, séries e
documentários mais popular da atualidade no Brasil, EUA e outros países.
[44]
Episódio
4 da Série “Dirty Money” (tradução livre: dinheiro sujo) chamada "Cartel
Bank", dirigida por Kristi Jacobson, Janeiro, 26, de 2018. Título: “HSBC money laundering for the Sinaloa
Cartel.” Trata dos crimes do HSBC um dos maiores bancos mundiais.
[48]
Rent-seeking.
(termo em inglês geralmente usado nas ciências econômicas que significa
“carona” aquele que pega carona sem contribuir com nada relevante).
[49]
Algumas interpretações religiosas (teologia da
área escatológica) entendem que os acontecimentos descritos no Apocalipse podem
ocorrer ou não. Na visão de João existiriam 4 cavaleiros do Apocalipse, que o
autor entende que seriam 4 grandes guerras mundiais, sendo a quarta e última
atômica (Quarto Cavaleiro Amarelo), que cita em seu outro Livro: “A Chave de Davi o Deus de Abraão” sobre
profecias bíblicas dos fins dos tempos. Quem tiver interesse em profecias
bíblicas e nas interpretações feitas pelo autor o Livro está disponível em:
PELEGRINI, Chester Martins. A Chave de
Davi o Deus de Abraão. O Reino Milenar de Jesus após o Juízo Final (1095-2355).
2013. Disponível em http://www.amazon.com.br/Chave-Davi-Deus-Abra%C3%A3o-1095-2355-ebook/dp/B00UY8VC32 Acesso em: 18 mar. 2015.
[51]
Lobby é a prática de agentes geralmente do
setor privado e líderes de setores como sindicatos que tentam influenciar na
forma da lei os legisladores a aprovarem leis favoráveis a suas causas,
empresas ou áreas. Nos Estados Unidos da América essa profissão é regulamentada
o que traz mais transparência a essa demanda dos países democráticos, mas que
segundo alguns críticos transformaram a democracia americana numa espécie de
democracia do “dinheiro”, sendo que quem “paga mais” acaba criando a maior
parte das Leis do país. Alguns chegam a chamar de “Moneycracia” (Democracia do
dinheiro).
[60]
Proselitismo são textos ou qualquer material com
objetivos de angariar seguidores para uma determinada causa política ou
religião seja de forma explícita ou velada.






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